Monte Carlo: o rali dos batedores

Os batedores são uma figura pouco vulgar nos ralis de hoje em dia, mas no Monte Carlo são permitidos... E o seu trabalho revela-se de grande importância para a performance das equipas. Com as condições climatéricas desta edição, a sua importância é ainda maior.


Alguns pilotos têm estrelas de outrora como batedores, outros são desconhecidos mas de confiança para pilotos e navegadores. Toni Gardemeister é o batedor de Jari-Matti Latvala, o finlandês aproveita para se manter nos ralis, enquanto recupera de uma lesão que o vai deixar fora de competição até meio deste ano. Diga-se, que é um veterano do Monte Carlo.

François Delecour trabalha para Evgeny Novikov, com a ajuda do navegador Denis Giraudet, também ele afastado da alta-competição devido a lesão. Lasse Lampi é um veterano finlandês e está no Monte Carlo para ajudar Juho Hanninen, que refere a seu respeito, "o Lasse ajudou-me a melhorar o meu sistema de notas ao longo dos anos, ele conhece as minhas notas muito bem."

Mads Ostberg pediu ajuda ao seu próprio pai, com o apoio do navegador norueguês Ole Floene, antigo co-piloto de Andreas Mikkelsen. Quanto a Thierry Neville, recorreu a um colega de escola, Markus Meyer, "quando tinhamos 18 anos, decidimos fazer um rali num carro alugado, comigo a navegador. A primeira especial foi cancelada e nós tivemos uma saída de estrada 10 km depois do início da segunda. Foi quando eu decidi passar para o lado esquerdo," brinca o belga.

Sébastien Loeb conta com o apoio do seu amigo Dominique Heintz, enquanto Sebastien Ogier recorreu ao conhecido Nicolas Vouilloz.

Mas para quem servem os batedores? Para além de corrigirem as notas que as equipas tiraram nos reconhecimentos, devido às alterações climatéricas, os batedores dão informações para as assistências sobre qual o melhor tipo de pneu a utilizar para cada ronda. Os batedores passam nos troços cerca de duas a três horas antes do início da especial. 

Rally Mania com Best of Rallye Live