Bruno Magalhães vence Rali Vinho Madeira

Bruno Magalhães/Nuno Rodrigues da Silva no Peugeot 207 S2000 da Delta Rallye venceram o Rali Vinho da Madeira, prova pontuável para os Campeonatos Europeu, Nacional e Regional da Madeira de Ralis.

 Depois de terem assumido o comando da prova na segunda especial de ontem, não mais largaram a liderança, para conseguir uma vitória que Magalhães considerou de “espectacular”.

Numa época em que Bruno Magalhães apenas disputou dois ralis, o Sata Rallye Açores e agora o Rali Vinho da Madeira, intercalados por vários meses, conseguir este feito foi inédito: “Foram muitos meses afastado da competição e confesso que não imaginava conseguir esta vitória. E por isso teve um sabor ainda mais especial. Há medida que as classificativas iam acontecendo, percebi que tinha carro e que já estava dentro do ritmo. Rodei nos limites, dei o máximo para terminar o dia de ontem na frente. Hoje, voltámos ao ataque mas sem correr demasiados riscos. Fomos controlando e a nossa estratégia deu os seus frutos”, disse emocionado o jovem piloto de Oeiras que já em 2011 tinha ganho este rali.

Numa prova esporádica e com Carlos Barros na liderança da equipa técnica este resultado foi ouro sobre azul: “Tudo isto só foi possível graças aos patrocinadores que acreditaram em mim e apoiaram esta minha participação, mas também, à equipa técnica que me proporcionou um carro sempre muito competitivo. Não tenho palavras para descrever o que sinto porque realmente estou muito feliz. O meu muito obrigado a todos”, rematou.

Apesar deste resultado que volta a reforçar as excelentes qualidades de Bruno Magalhães, o piloto não tem para já agendada qualquer outra participação em ralis, o que é uma pena!

Excelente prova também teve Vítor Sá que em carro idêntico terminou em segundo a pouco mais de 12 segundos de Magalhães. Vítor Sá provou que ainda está “para as curvas” e manteve sempre Bruno Magalhães sobre pressão. Além disso foi o vencedor no campeonato madeirense.

Com Juho Hanninen a descer de terceiro para sétimo no último troço devido a problemas de pressão de gasolina no Fabia, mesmo assim sendo claramente o piloto que mais troços venceu, e que um duplo furo algo estranho acabou por condicionar toda a prova, o último lugar do pódio foi para João Magalhães, no Evo X R4, o melhor da produção, embora pelas regras do Europeu, tivesse sido o melhor (e único) dos R4, sendo que o quarto classificado, Ricardo Moura, acabou por ser o melhor dos N4, e ao mesmo tempo o melhor (e único) no CPR.

 “Foi muito mais positivo o resultado que a performance. Durante o primeiro dia as coisas não correram como queríamos, pois os dois amortecedores da frente ficaram inoperativos. Os nossos adversários mais directos descolaram com facilidade, e a partir daí o nosso objectivo principal foi terminar o rali e conquistar o máximo de pontos para o CPR. Hoje, ao montar os amortecedores antigos, tudo voltou ao normal e conseguimos andamentos perto do desejável, podendo contribuir para o espectáculo do rali”, declarou Ricardo Moura.