Como foi que se desenrolou para ti o Rali do FCP?O rali em particular correu muito bem. Tudo dentro da normalidade exigida e da maior tranquilidade possível, e isso estava a reflectir-se no rali que vínhamos a realizar até à hora da nossa desistência, contudo as provas motorizadas revelam grandes surpresas quando tudo parece definido.
O sentimento de tristeza era enorme pois estávamos a correr em casa já com uma boa margem de segurança, e tinha tudo para eu ter uma estreia perfeita e a equipa conseguir a segunda vitória da época no troféu.
Que balanço fazes deste 1º contacto com o Paulo Antunes?
O balanço final é extremamente positivo, o Paulo além de ser um grande piloto é uma pessoa fantástica. Tinha em mente que não era fácil substituir o Jorge Amorim pois já corriam há 7 anos juntos e agora ia lidar com uma pessoa nova, era uma voz diferente a entrar no ouvido, entre outros pequenos pormenores que ás vezes acabam por ser determinantes dentro de um carro de ralis, mas com a minha vontade em estar neste desporto e com empenho e principalmente com a ajuda do Paulo tudo foi fácil e a adaptação foi rápida.
Aprendi muito com ele, foi sempre uma pessoa determinada em ajudar, compreensível e um grande amigo. Agora só quero aprender muito mais para que no futuro as coisas sejam cada vez mais perfeitas e possa ajudar toda a equipa a revalidar o título. Quero só deixar um agradecimento especial pelo voto de confiança depositado por toda a equipa em mim.
Quais as principais diferenças que notaste entre o Saxo e o C2?
As diferenças são bastantes, são carros com características e potências diferentes, na qual não se pode fazer comparações, ficando na ideia que o C2 ainda tem algumas debilidades em terra tendo muito mais potencial em asfalto.
Qual o campeonato na tua opinião de melhor nível, Open ou Nacional?È uma questão ao qual tem uma resposta um pouco complicada e já muitas vezes debatida. Sem dúvida que o Nacional será sempre o expoente máximo da modalidade, mas talvez neste momento não se esteja a adoptar as melhores políticas em prol da promoção bem como da qualidade do campeonato e isso reflecte-se um pouco na curta lista de inscritos que se tem verificado e que deixa este campeonato um pouco mais pobre. No que toca à competitividade deste campeonato poderá ser idêntico ao ano anterior com a supremacia da Peugeot, de facto é uma equipa de top mundial e está uns lugares acima de todos os outros, desde já envio os parabéns a toda a equipe e em particular ao Bruno Magalhães e ao Mário Castro, e com a esperança de que toda a equipa Fiat bem como dos restantes particulares façam um bom trabalho para que possamos ter emoção até ao final do campeonato.
Quanto ao Open não restam dúvidas que foi uma aposta ganha e isso está à vista de todos, não só pela quantidade de pilotos participantes mas também pela luta interessante que se tem verificado pela liderança do campeonato.
Colaboração de Nuno Pimenta
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