Aproveitando este descanso de mês e meio no WRC, um bom momento para Dani Sordo fazer um balanço das 8 provas já disputadas, numa altura em que é 5º classificado do mundial.Achas que vais notar este tempo de paragem no mundial?
A verdade é que não pois, não descanso praticamente nada. Faz alguns dias estive em testes na Alemanha, na semana passada estive nas Canárias numa prova espetáculo. A continuação são os testes na Finlândia com a disputa do O. K. Auto-Ralli, pelo que estou sempre em contacto com a Citroen. Embora seja verdade que uma pequena pausa para descansar um pouco não seja má, sem descuidar a preparação física.
Qual o balanço que fazes das 8 provas já disputadas?
Começamos com demasiados problemas mecânicos, tanto em Monte-Carlo como na Suécia e México. Calculo que tenhamos perdido cerca de 20 pontos, o que nos permitiria ocupar neste momento a terceira posição do mundial. Creio que fizemos uma boa prova na Grécia, embora os pneus nos tenham prejudicado. De qualquer modo o balanço geral é muito positivo.
Qual a melhor recordação até agora?
Talvez a Jordânia por ser líder de dois dias de prova. Mas também, como disse antes, na Grécia, ou mesmo a Turquia, onde eu acho que estive em bom nível em terra.
Chegaste a pensar na possibilidade de ganhar na Jordânia?
Na verdade sim, mas não ganhei devido às complicadas condições das segundas passagens onde ainda vinha a limpar caminho para os concorrentes que partiam atrás, o que me fez perder muito tempo dando conta que nestas condições não conseguiria acompanhar o Ford de Hirvonen.
Consideras que evoluiste em terra?
Penso que todo o mundo vê isso, estamos melhor que o ano passado. O problema é que apesar do sistema de partidas beneficiar-te no primeiro dia, se no segundo estiveres na frente voltas a estar prejudicado.
Achas que podes ganhar a tua primeira prova este ano?
É óbvio que vou tentar, em asfalto, em todas as três provas restantes, na Alemanha, na Catalunha ou na Córsega. Não excluo no entanto algo importante em terra. O objectivo imediato passa por conseguir pontos para a Citroen, só que na Finlândia é complicado porque os pilotos locais são muito rápidos.
Como te sentes na equipa Citroen?
Muito contente. O ambiente é bom, embora o facto de partilha-la com um campeão do mundo como o Sébastien Loeb seja mais complicado pois, é extremamente difícil batê-lo nos troços.
E por último, tens melhorado o C4?
Em asfalto não pois, sabemos como ele responde e é realmente bom, como foi provado nos vários ralis realizados neste tipo de piso. Quanto à terra foram feitos melhoramentos na suspensão, que poderemos comprovar no O. K. Auto-Ralli, onde aproveitaremos para testar algumas soluções em condições de prova.
Fonte: RACC
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