Foi na noite da passada quarta-feira que o Terceira Automóvel Clube abriu as hostilidades para a edição número 30 do Rali Ilha Lilás, prova que as estradas locais recebem no primeiro fim-de-semana de Setembro. Uma apresentação à comunicação social onde sobressaiu a vontade de comemorar "condignamente" a data festiva, no ano em que também os ralis oficiais da Terceira festejam trinta anos de vida. A prova, na qual já se sabe irão alinhar 73 equipas (ver lista provisória), é a penúltima tirada do campeonato açoriano, contando ainda para a competição regional dos "VSH" e novamente admitindo a presença de viaturas clássicas.Gerardo Rosa, o presidente da colectividade que põe na estrada o colorido dos ralis terceirenses, e já assumido recandidato a essas funções, saudou a data em questão – os trinta anos de provas oficiais e o 30º aniversário do certame -, apresentando um pequeno caderno "onde o TAC resumiu todos os dados estatísticos destas três décadas de ralis", sem dúvida um documento pleno de utilidade e trabalho. Adiantou que a comemoração da data "se poderá ver e ler em todo o material relativo à prova, desde a sua denominação à parte gráfica e publicitária", recordando aliás "todos os patrocinadores que deram o seu apoio às dezenas de ralis que o TAC pôs na estrada, com destaque para a prova rainha dos nossos ralis". Justificando a tendência, o rali terá uma forte carga mediática, com "a apresentação pública das 73 equipas concorrentes a ocorrer na Praça Velha – dia 4, a partir das 20h30 -, e a entrega de troféus a integrar um jantar, onde o clube vai homenagear diversas personalidades e entidades que contribuíram para este sucesso que agora se festeja", explicou.
Tomando a palavra, o Secretário Regional da Educação e Ciência, em representação do executivo açoriano, expressou reconhecimento público pelo "êxito garantido das organizações do TAC", a quem atribuiu a responsabilidade de manter o "entusiasmo e o interesse por uma modalidade que é capaz de movimentar tantas pessoas na ilha". Álamo Meneses disse mesmo que "os dias de rali são dias em que o interior da ilha está cheio de gente e em que se vê um ambiente de festa como não acontece em mais nenhuma altura. E isso é algo que deve ser valorizado", acrescentou.
Sobre a estrutura da prova falou Filipe Rocha, o director das organizações do clube, que agradeceu "os dois anos de trabalho a uma equipa de confiança e que tem posto na estrada eventos com muito profissionalismo". O responsável pelo delinear do percurso esclareceu a opção de utilizar "diversos trajectos já conhecidos, mas que agora serão corridos de forma diferente", opção que resultou numa primeira secção de sábado "totalmente nova", e que se vai seguir a uma sexta-feira onde a dupla passagem pelo Litoral, intercalada pela ida às Veredas, poderá adicionar a desejada competitividade ao rali. A secção final do rali também integra alguma novidade, com o troço São Brás/Lagoa do Junco, o maior da prova, a ser "o palco esperado" para as muitas decisões na classificação. Quanto à segurança do rali, Filipe Rocha manifestou-se novamente "descansado", revelado que "conhecemos os espectadores da Terceira, pelo que estou confiante, uma vez mais, no total respeito pelas normas de segurança".
Fazendo nossas as palavras do director de provas do TAC, resta começar a desejar "Feliz Aniversário" a toda esta gente que põe os ralis na estrada, esperando que o público-alvo faça por continuar a merecê-los, e prometendo que "a UNIÃO" estará nos troços e nos bastidores, em segurança, e a tentar trazer a estas páginas toda a emoção de mais uma prova. E já se passaram trinta anos…
Miguel de Sousa Azevedo - "a UNIÃO".
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