O início de uma nova etapa de novidades que começou na passada edição do Rally de Espanha, dá um novo passo em frente na edição de 2011.
Desta forma o RACC continua com a sua vocação em inovar, o que o tem caracterizado, sempre com o objectivo de acrescentar no seu rali o que necessita o Campeonato do Mundo, aliciante e espectáculo!
O RACC deu a conhecer na apresentação oficial em Tarragona o percurso que vai caracterizar o 47º RallyRACC Catalunha - Costa Dourada, Rally de Espanha 2011, que se disputará de 20 a 23 de Outubro, sendo a penúltima prova do Campeonato do Mundo, pontuando ainda para o PWRC e SWRC e onde se espera uma adesão de inscrições significativa.
O itinerário de 2011 apresenta muitas novidades que se resumem no seguinte:
- O Rally RACC continua a ser uma prova de asfalto, mas o carácter misto, terra/asfalto do primeiro dia reforça-se e tem um maior protagonismo. Duas passagens no troço de terra completamente novo de 25,7 kms (Pesells), outras duas no troço misto com as terceiras partes dos seus 18,5 kms serão também novidade (Les Garrigues) e o complicado troço misto de 35,9 kms que abriu a prova em 2010 (Terra Alta), com cinco alterações de piso, configuram o primeiro dia realmente selectivo e incerto, uma evolução tanto ou mais importante que a alteração que se iniciou um ano antes.
- O resto dos troços do segundo e do terceiro dia são todos de asfalto, três troços diferentes por dia e que os participantes farão duas passagens.
- No segundo dia contém o El Priorat, que com os seus 45,97 kms é o troço de asfalto mais largo do mundial e segundo mais longo do WRC. Os outros troços são novos. Ribaroja d´Ebre (12,27 kms) e Punta de les Torres (13,53 kms).
- O terceiro dia prevê-se decisivo. Os participantes fazer frente a um dia com classificativas, todas elas conhecidas da edição passada, mas não isentas de dificuldades; Santa Marina (26,51 kms), La Mussara (20,48 kms) e Coll de la Teixeta (4,32 kms), este último dando pontos adicionais ao ser denominado de Power Stage.
- O Shakedown será o mesmo da edição passada e terá 2,940 kms mistos (970 metros de terra e 1,970 de asfalto) e localiza-se na zona de Emprius, no próprio centro urbano de Salou.
- No total o rali conta com 9 troços distintos num itinerário de 1.589,90 kms dos quais 406,52 kms contra o cronómetro.
Organização em números
A organização conta com 3.000 colaboradores, incluindo as forças policiais e da ordem que contribuem para uma boa prova, sendo muitas destas pessoas voluntárias e ligadas a entidades e clubes, 130 veículos da organização, dos quais a SEAT é o carro oficial, conjuntamente com 2 aviões e 8 helicópteros, a que se juntam outros 40 helicópteros alugados, o que obriga a uma gestão de meios, nomeadamente os aéreos com uma logística sofisticada, enquanto na segurança se acrescentam ainda 19 carros de bombeiros, 26 ambulâncias, 37 gruas e 300 emissores de rádio entre muitos outros elementos.
153.394 Pessoas seguiram o RallyRACC 2010
Este é um dos números mais significativos de um estudo realizado por uma consultora sobre o impacto do RallyRACC não só no aspecto desportivo, mas também social e económico em todas as zonas que acolhem o Rally de Espanha 2010 (Catalunha – Costa Dourada).
2010 teve uma aumento de mais de 30.000 pessoas em relação a 2009, de que resultaram as 153.394 espectadores que assistiram ao Rally de Espanha, com uma média de 38.349 por dia.
Deste total, 46.770 pernoitaram no mínimo uma noite fora de casa, gerando juntamente com as equipas e outros profissionais, um gasto directo na zona de mais de 26 milhões de euros (26.177.200,35), sendo os sectores da hotelaria, restauração, lazer e combustíveis os mais beneficiados.
Perfil do espectador
O estudo também determina o perfil do espectador tipo, basicamente jovem (de 18 aos 35 anos), com estudos e que por conta de outrem (52%) e o que o move é a aficion e paixão pelo mundo do motor. Desloca-se de carro, acompanhado por mais pessoas e cerca de 30% do total pernoita até 4 dias para não perder nenhum detalhe.
Quanto à procedência, 87% é de Espanha e 13% do estrangeiro, sendo os franceses e britânicos os espectadores com maior presença, a que se acrescentam os polacos, noruegueses, irlandeses, alemães e suecos que também têm presença basicamente por tradição, uma vez que os seus países têm provas de ralis de nível mundial e europeu.
Relativamente aos espanhóis, a maioria do público é catalão (63%), sendo os restantes das comunidades autonómicas, especialmente do País Basco, Comunidade Valenciana, Madrid e Astúrias.
A juntar à televisão, desempenho importante da internet
A aficion e o seguimento do mundial de ralis são os principais elementos do conhecimento deste, enquanto, actualmente há que destacar o “grande impacto” que os meios digitais têm para fidelizar o espectador!
(NR: Felizmente que alguém reconhece as mais valias das novas tecnologias. Os responsáveis pelos ralis e outras provas, nomeadamente das organizações portuguesas deveriam ler e reter esta análise, pois em muitos casos, não só não dão as mínimas condições aos meios que utilizam as novas tecnologias, nomeadamente a internet, como inclusivamente criam dificuldades para a atribuição de credenciais para desenvolver o “trabalho” de cobertura dos seus colaboradores.
Lamentável é também a falta de estratégia de apoios dos principais anunciantes, empresas ligadas ao sector automóvel, que normalmente apostam em meios de comunicação que pouco ou nada contribuem para o desenvolvimento dos desportos motorizados e que ainda “pior” só dão notícias quando algum acidente acontece!).
Com o convénio territorial de colaboração do RallyRACC Catalunha – Costa Dourada entre todas as partes implicadas e já assinado, a apresentação reuniu as principais entidades oficiais e privadas, autárquicas, autonómicas, do turismo, patrocinadores e do RACC.
António Garcia - Motores Magazine

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